Vindo de um tempo morto, cresceu
O ser feito de substância oculta
O princípio da matéria, num salto não-harmonico
Fechou-se num elo de ordem e caos
O tempo dos tempos, a essência do ser
O movimento continuo desperta os vivos
E ingere os raios trêmulos do Sol
Harmonizando as partes num todo vívido
O curso da morte segue ingovernável
Numa espiral infinita rumo ao vazio
A vida cobra o seu preço, e o fim se revela
E o Sol volta sempre ao seu próprio início
O punho cósmico firme. Atento ao clamor dos céus
O nascimento, a viagem, a queda. Se misturam às entranhas da terra fugaz
Chave universal da criação, retirada foi, amolada foi
Assim foi: o cultivo do tempo e da criatura
Fusão total, a união dos quatro – o núcleo da natureza
O universo num rito, numa admirável beleza
O ritmo sustenta a ilusão da matéria
Eterna, infinita e vaga
Os opostos, se pagam, e a fundição se completa
Nada além do processo é então, infinito
Só o interminável é infindável
Eterno, sem fim e indeterminado.
Album: Quintessence. 2000.
(ICS Vortex), Century Media.
Letra Original: http://www.metal-archives.com/viewlyrics.php?id=18029
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