Com minha cara de estrangeiro
De judeu errante e pastor grego
E meu cabelo aos vendavais
Com os meus olhos tão sem cor
Que me dão um ar de sonhador
Eu que nem meus sonhos tenho mais
Com minhas mãos de assaltante
De músico ou mesmo de errante
Que tem pilhado mil jardins
Com essa boca que bebeu
Que já beijou e que mordeu
E ainda com fomes tão sem fins
Com minha cara de estrangeiro
De judeu errante e pastor grego
De vagabundo e de ladrão
Com minha pele tão riscada
Pelo sol da mais quente temporada
E por todas aquelas que de saia estão
Com meu coração que fez
Sofrer e sofreu por sua vez
Porem sem ter criado confusão
Com minha alma que perdeu
A pequena sorte do adeus
Pra evitar a expiação
Com minha cara de estrangeiro
De judeu errante e pastor grego
E meu cabelo aos vendavais
Eu chegarei, doce cativa
Minha alma gêmea, fonte viva
E beberei teus vinte anos temporais
Serei um chefe de verdade
Sonhador ou bom de mocidade
E você decidirá o que terei de ser
E faremos de cada dia que chegar
Toda uma eternidade pra amar
E viveremos nela até morrer
E faremos de cada dia que chegar
Toda uma eternidade pra amar
E viveremos nela até morrer.
Letra Original: http://www.creatweb.com/moustaki/paroles/lemeteque.htm
Observações: nessa tradução, primei em parte, na hora de decidir mais pela rima do que propriamente por uma tradução literal, daí, ter mudado ou invertido algumas palavras nos versos, no intento de buscar a sonoridade em português assim como a sonoridade da canção no francês. Para apoio, consultei uma tradução em espanhol que se encontra no seguinte link: http://delnadir.wordpress.com/2008/04/23/le-meteque-georges-moustaki/
Além disso, qualquer sugestão é bem vinda, como nessa ou em outras traduções, isto é, digo para aqueles que raramente possam vir aqui ou os que entram em rota de colisão com esse site.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Terrapin - Syd Barret
Quando digo te amo, é você mesma
Mesmo sobre ti a estrela, de azul cristal
Querida, meus cabelos arrepiam-se por ti
Mesmo que não a visse, ainda assim, te amaria
Passasse ao longe, mesmo sobre, ou longe
Só de te ver me arrepiaria 'inda até o extremo
Boiado, machucado, quase mordo o nariz
Nadadeiras luminosas
Um palhaço todo em presas
É escuro o lugar debaixo das pedras
Sobre elas, raios solares nos bem-aventuram
Assim somos tal qual os peixes n'água
Nadando um nada em lugar algum
Meu bem, já sabes bem que me arrepio
Em presença sua.
Album: The Madcap Laughs (1970)
Letra original: disponível no link do comentário
Terrapin é o nome de um determinado tipo de tartaruga que vive na água doce, nesse fórum sobre canções http://www.songmeanings.net/songs/view/3458764513820562218/ Ganjastar nos dá uma boa explicação o porque do suposto título, que seria devido ao tempo vagaroso da música.
Mesmo sobre ti a estrela, de azul cristal
Querida, meus cabelos arrepiam-se por ti
Mesmo que não a visse, ainda assim, te amaria
Passasse ao longe, mesmo sobre, ou longe
Só de te ver me arrepiaria 'inda até o extremo
Boiado, machucado, quase mordo o nariz
Nadadeiras luminosas
Um palhaço todo em presas
É escuro o lugar debaixo das pedras
Sobre elas, raios solares nos bem-aventuram
Assim somos tal qual os peixes n'água
Nadando um nada em lugar algum
Meu bem, já sabes bem que me arrepio
Em presença sua.
Album: The Madcap Laughs (1970)
Letra original: disponível no link do comentário
Terrapin é o nome de um determinado tipo de tartaruga que vive na água doce, nesse fórum sobre canções http://www.songmeanings.net/songs/view/3458764513820562218/ Ganjastar nos dá uma boa explicação o porque do suposto título, que seria devido ao tempo vagaroso da música.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Remember - Jimi Hendrix
Meu bem, lembra do sabiá?
Que cantava para pedir o pão
Que cantava tão doce
Que cessou o canto quando da sua partida
Desde aquele dia
Lembra das andorinhas azuis?
[Elas cantavam para a luz do sol]
Das abelhas que trabalham
[Cantavam reclamando o mel]
Zumbiam todas elas tão suave
Mas calaram-se durante todo o dia
Desde o dia da partida, do meu amor
Baby, peço-te aqui
Faça tudo ao redor, se possível, voltar a sorrir
Então, se à nossa casa retornar
Você sabe, saberá,
Um beijo para minha ceia
Um beijo para o meu jantar
Mas se você não vier, de fome à morte, irei
Sabe que o motivo é a falta do beijo teu
Imploro, lembre-se
Você tem de lembrar
De tudo, até do nosso amor
Volte, e de volta aos meus braços
Ajustarei os meus passos
Depressa! amor, volte agora
Pode me escutar te chamando nesta hora?
Não enrola, volte, pra casa, e que não seja depois
Que seja “agora”.
Album: Are You Experienced? 1967
Letra Original: http://www.lyricsfreak.com/j/jimi+hendrix/remember_20071521.html
Que cantava para pedir o pão
Que cantava tão doce
Que cessou o canto quando da sua partida
Desde aquele dia
Lembra das andorinhas azuis?
[Elas cantavam para a luz do sol]
Das abelhas que trabalham
[Cantavam reclamando o mel]
Zumbiam todas elas tão suave
Mas calaram-se durante todo o dia
Desde o dia da partida, do meu amor
Baby, peço-te aqui
Faça tudo ao redor, se possível, voltar a sorrir
Então, se à nossa casa retornar
Você sabe, saberá,
Um beijo para minha ceia
Um beijo para o meu jantar
Mas se você não vier, de fome à morte, irei
Sabe que o motivo é a falta do beijo teu
Imploro, lembre-se
Você tem de lembrar
De tudo, até do nosso amor
Volte, e de volta aos meus braços
Ajustarei os meus passos
Depressa! amor, volte agora
Pode me escutar te chamando nesta hora?
Não enrola, volte, pra casa, e que não seja depois
Que seja “agora”.
Album: Are You Experienced? 1967
Letra Original: http://www.lyricsfreak.com/j/jimi+hendrix/remember_20071521.html
sábado, 5 de junho de 2010
De notre temps - Paul Eluard
Quando nosso céu se encerrar
Nesta noite
Quanto nosso céu se acomodar
Nesta noite
Quando os cimos de nosso céu
Se juntarem
Minha casa terá um telhado
Nesta noite
Será dia em minha casa
Esta casa será a minha [casa]
Morada por todos os lados
De todos, não importa quem
Porém a mais tenra das moradas
Esta noite
Será a casa dos meus amigos.
Livro: Dignes de Vivre, 1944
Fonte: http://wikilivres.info/wiki/De_notre_temps_%282%29
Nesta noite
Quanto nosso céu se acomodar
Nesta noite
Quando os cimos de nosso céu
Se juntarem
Minha casa terá um telhado
Nesta noite
Será dia em minha casa
Esta casa será a minha [casa]
Morada por todos os lados
De todos, não importa quem
Porém a mais tenra das moradas
Esta noite
Será a casa dos meus amigos.
Livro: Dignes de Vivre, 1944
Fonte: http://wikilivres.info/wiki/De_notre_temps_%282%29
terça-feira, 25 de maio de 2010
Colossus - Borknagar
Vindo de um tempo morto, cresceu
O ser feito de substância oculta
O princípio da matéria, num salto não-harmonico
Fechou-se num elo de ordem e caos
O tempo dos tempos, a essência do ser
O movimento continuo desperta os vivos
E ingere os raios trêmulos do Sol
Harmonizando as partes num todo vívido
O curso da morte segue ingovernável
Numa espiral infinita rumo ao vazio
A vida cobra o seu preço, e o fim se revela
E o Sol volta sempre ao seu próprio início
O punho cósmico firme. Atento ao clamor dos céus
O nascimento, a viagem, a queda. Se misturam às entranhas da terra fugaz
Chave universal da criação, retirada foi, amolada foi
Assim foi: o cultivo do tempo e da criatura
Fusão total, a união dos quatro – o núcleo da natureza
O universo num rito, numa admirável beleza
O ritmo sustenta a ilusão da matéria
Eterna, infinita e vaga
Os opostos, se pagam, e a fundição se completa
Nada além do processo é então, infinito
Só o interminável é infindável
Eterno, sem fim e indeterminado.
Album: Quintessence. 2000.
(ICS Vortex), Century Media.
Letra Original: http://www.metal-archives.com/viewlyrics.php?id=18029
O ser feito de substância oculta
O princípio da matéria, num salto não-harmonico
Fechou-se num elo de ordem e caos
O tempo dos tempos, a essência do ser
O movimento continuo desperta os vivos
E ingere os raios trêmulos do Sol
Harmonizando as partes num todo vívido
O curso da morte segue ingovernável
Numa espiral infinita rumo ao vazio
A vida cobra o seu preço, e o fim se revela
E o Sol volta sempre ao seu próprio início
O punho cósmico firme. Atento ao clamor dos céus
O nascimento, a viagem, a queda. Se misturam às entranhas da terra fugaz
Chave universal da criação, retirada foi, amolada foi
Assim foi: o cultivo do tempo e da criatura
Fusão total, a união dos quatro – o núcleo da natureza
O universo num rito, numa admirável beleza
O ritmo sustenta a ilusão da matéria
Eterna, infinita e vaga
Os opostos, se pagam, e a fundição se completa
Nada além do processo é então, infinito
Só o interminável é infindável
Eterno, sem fim e indeterminado.
Album: Quintessence. 2000.
(ICS Vortex), Century Media.
Letra Original: http://www.metal-archives.com/viewlyrics.php?id=18029
domingo, 16 de maio de 2010
Tower of Song - Leonard Cohen
Bem, meus amigos se foram e meu cabelo está cinzento
Sofro em lugares que costumava ir à diversão
Estou loucamente apaixonado, mas não continuarei
Pago meu aluguel todos os dias na Torre da Canção
Perguntei a Hank Williams, "Quão solitário está?"
Hank não me respondeu até então
Mas o escuto tossindo a noite inteira
Oh, centenas de andares sobre mim, na Torre da Canção
Nasci assim, não tive escolha
Com uma voz de ouro, desde o nascimento, quanto
E vinte sete anjos doutro plano
Amarraram-me a esta tábua plana, aqui, na Torre do Canto
Então, possa cravar seus alfinetes, um por um, neste bibelô de vodum
Sinto muito, mas este, não se parece comigo
De pé fico, na janela, onde a luz é intensa
Morto aqui será tu por nenhuma amante, não na Torre da Canção
Você até diz que cresci contrariado, talvez tenha razão
Os ricos vão a mesma alcova, feito um pobre desgraçado
Talvez o juizo final esteja se aproximando, posso estar enganado
Você vê, ouça essas risíveis vozes na Torre da Canção
Te vejo, em pé, do outro lado
Não sei como o rio se tornou tão vasto e largo
Te amei, quando voltei
E todas as pontes que nos ligariam, incendiadas estão
Sinto-me perto de tudo perdido por nós
Nunca, nunca mais perderemos tal ligação
Agora me despeço, não sei quando volto
Nós mudaremos amanhã pra 'quele outro torreão
Mas você ouvirá sobre minha pessoa, longo tempo após ter-me ido
Falarei a ti docemente, de uma janela na Torre da Canção
Sim, meus amigos se foram e meu cabelo está cinzento
Sofro em lugares que costumava ir à diversão
Estou loucamente apaixonado, mas não continuarei
Pago meu aluguel todos os dias na Torre da Canção.
Album: I'm Your Man. 1988
(L. Cohen) Stranger Music, Inc.
Letra original: http://www.leonardcohen.com/music.cgi?album_id=10&song_id=8
Sofro em lugares que costumava ir à diversão
Estou loucamente apaixonado, mas não continuarei
Pago meu aluguel todos os dias na Torre da Canção
Perguntei a Hank Williams, "Quão solitário está?"
Hank não me respondeu até então
Mas o escuto tossindo a noite inteira
Oh, centenas de andares sobre mim, na Torre da Canção
Nasci assim, não tive escolha
Com uma voz de ouro, desde o nascimento, quanto
E vinte sete anjos doutro plano
Amarraram-me a esta tábua plana, aqui, na Torre do Canto
Então, possa cravar seus alfinetes, um por um, neste bibelô de vodum
Sinto muito, mas este, não se parece comigo
De pé fico, na janela, onde a luz é intensa
Morto aqui será tu por nenhuma amante, não na Torre da Canção
Você até diz que cresci contrariado, talvez tenha razão
Os ricos vão a mesma alcova, feito um pobre desgraçado
Talvez o juizo final esteja se aproximando, posso estar enganado
Você vê, ouça essas risíveis vozes na Torre da Canção
Te vejo, em pé, do outro lado
Não sei como o rio se tornou tão vasto e largo
Te amei, quando voltei
E todas as pontes que nos ligariam, incendiadas estão
Sinto-me perto de tudo perdido por nós
Nunca, nunca mais perderemos tal ligação
Agora me despeço, não sei quando volto
Nós mudaremos amanhã pra 'quele outro torreão
Mas você ouvirá sobre minha pessoa, longo tempo após ter-me ido
Falarei a ti docemente, de uma janela na Torre da Canção
Sim, meus amigos se foram e meu cabelo está cinzento
Sofro em lugares que costumava ir à diversão
Estou loucamente apaixonado, mas não continuarei
Pago meu aluguel todos os dias na Torre da Canção.
Album: I'm Your Man. 1988
(L. Cohen) Stranger Music, Inc.
Letra original: http://www.leonardcohen.com/music.cgi?album_id=10&song_id=8
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